Novo convênio garante aos associados atendimento psiquiátrico na sede da ACS com valor reduzido

Publicado em: 30 de junho de 2017

Estudo realizado com militares paulistas aponta que 91,7%, se sentiam estressados. 41,7 agiu impulsivamente em alguma ocorrência. 62,5% percebiam-se agressivos no trabalho. 20,8% já pensaram em suicídio e 8,3% nunca se sentiam realizados com a profissão. Sugere-se a necessidade de novos estudos e tratamento da tropa urgente!

O estresse está presente na vida do Policial e do Bombeiro e pode influenciar de maneira decisiva no seu comportamento dentro e fora de sua atividade profissional. A PM e BM, pela natureza do trabalho, expõe o profissional a constantes desgastes físico, mental e emocional em sua prática profissional diária.

A atuação em ambiente desumano, complexo e hostil está entre os fatores que contribuem para esse fenômeno que é de conhecimento da Associação de Cabos e Soldados.  A atual gestão da ACS já havia registrado a preocupação com a saúde mental de seus associados. A preocupação, que é pertinente, foi registrada em ata de reunião ocorrida no mês de abril do ano passado.

A convivência diária com a injustiça social, violência urbana, baixos salários e, sobretudo com o risco de matar ou morrer no atendimento a ocorrências, influencia consideravelmente o comportamento, as decisões e a forma de ver, ouvir e entender as realidades da vida.

Além de pauta de reunião da atual gestão da ACS, a saúde mental dos Militares Estaduais também foi tema de um seminário que aconteceu no dia 15 de setembro de 2016 na ASPOMIRES. Na ocasião estiveram presentes o Cel PM Ilton Borges Correia, que na época era Subcomandante da PMES, o Ten Cel BM Andre Có Silva, que representou o Comandante Geral do Corpo de Bombeiros, o Cel Nilton Rodrigues, atual Comandante Geral da PMES , além de oficiais do Hospital da Polícia Militar.

O trabalho Policial é uma das ocupações mais estressantes quando comparado a outras atividades, sendo que os policiais apresentam diversas doenças relacionadas ao estresse da prática profissional. Em pesquisa realizada foi verificado que, dentre 149 profissões estudadas apenas 10 excediam a Policial em doenças do coração, diabetes, insônia, suicídio e outras relacionadas com o estresse. Alguns estudos apontam o estresse e outros problemas emocionais ligado ao policial e bombeiro militar como sendo um dos responsáveis pelo alto índice de suicídio, divórcio e alcoolismo destes profissionais.

No trabalho diário, o policial e o bombeiro encontra alta taxa de adrenalina estando sempre preparado para agir. À medida que aumenta o nível de tensão, aumenta também o nível de vigilância e de expectativa, passando a estar pronto para agir a qualquer instante de maneira enérgica. O profissional vive sob pressão constante e em conseqüência, sofre alteração no seu padrão normal de pensar e agir, além de apresentar dificuldades para estabelecer prioridades ocasionando sensações de hesitação, visão estreita, raciocínio confuso e ilógico que passam a fazer parte do seu dia a dia.

Aqui no Espírito Santo, a necessidade de acompanhamento da saúde mental do militar estadual é positivada na lei estadual 6.130 que determina que “todo Policial Militar, Civil ou Bombeiro Militar, que, no exercício de suas funções, envolver-se em ocorrência que resulte morte de outro militar ou de civil, será submetido a acompanhamento psicológico adequado”.

A Associação de Cabos e Soldados está com grande quantidade de associados com problemas de ordem física e mental, e, sobretudo, procurando zelar pela imagem e a qualidade do serviço passa a oferecer este convênio de atendimento psiquiátrico aos seus associados na sede. A escolha pelo médico psiquiatra Dr. Bernardo Santos Carmo para o convênio ocorreu após inúmeras solicitações dos associados reconhecendo o profissionalismo deste.

O assunto ainda causa polêmica e até certa resistência dentro das corporações, uma vez que os chefes dos serviços e até mesmo o próprio policial não admitem a existência de problemas emocionais e não precisam de ajuda, como exposto no 1º Seminário de Saúde Mental, Psicossocial dos Profissionais de Segurança Pública.

A ACS está disposta a ajudar os Guerreiros a entenderam a importância do acompanhamento médico para a melhoria na qualidade de vida, buscando a motivação profissional e pessoal, resultando no melhor serviço prestado à sociedade capixaba.

O atendimento será mediante agendamento através do telefone (27)3324-1946, com limite máximo de associados por dia, o valor da consulta será de R$ 60,00 (sessenta reais), todas as quintas-feiras de 08 horas às 10 horas, iniciando no dia 06 de julho.

 

 

Graças a atual gestão da ACS os militares do 12º BPM e 2º BBM já contam com atendimento psicológico

 

Em março deste ano, a Diretoria Regional Norte, através do Sd Bonadiman fechou convênio com a Faculdade Pitágoras para atender os militares do 12º BPM e 2º BBM. O convênio é extenso para os policiais que ainda não são associados da ACS.

Clique aqui e saiba mais

De acordo com o professor Paulo Ferri, que é orientador do projeto e professor do curso de psicologia, os atendimentos acontecem no Centro de Atendimento Integrado, popularmente conhecido como a clínica da faculdade.

 

Reportagem: Mary Dias