Justiça decreta prisão de soldado que reagiu em legítima defesa contra homem armado em Vila Velha

Publicado em: 1 de agosto de 2018

A Justiça decretou a prisão do Soldado Igor Moreira da Silva, do 7º BPM, nesta terça-feira (31), após ele ter reagido em legítima defesa contra um homem que estava armado em uma festa na praça do bairro Araçás, em Vila Velha. O fato aconteceu em dezembro de 2017 e a prisão foi decretada apesar do militar ter sido ouvido apenas pelo delegado de plantão da DCCV de Vila Velha no dia da ocorrência.

“Meu advogado ficou sabendo que a minha prisão foi decretada ontem (31/07), quando ele foi ao Fórum de Vila Velha. Eu fui ouvido pelo delegado de plantão no dia do fato e o mesmo me liberou por se tratar de legítima defesa. Não há processo, não houve nenhuma audiência, não fui ouvido por nenhum juiz e a minha prisão foi decretada”, desabafa o Soldado.

De acordo com Igor Moreira da Silva, ele estava de folga em uma festa na pracinha do bairro Araçás, em Vila Velha quando avistou o suspeito que, segundo ele, estava armado. “Solicitei apoio a outro policial que também estava de folga naquela festa e quando fomos abordá-lo o suspeito reagiu, sacou a arma e eu efetuei os disparos para me defender e defender o outro militar”, afirma Sd. Igor.

Segundo o advogado Marcos Marcelo Rosa Nogueira, que defende o militar, o delegado de plantão da DCCV de Vila Velha ouviu o Soldado Igor no dia 25 de dezembro de 2017, dia do fato e não pediu a prisão dele.

“O inquérito foi encaminhado à Justiça que por sua vez encaminhou para o Ministério Público que ofereceu denúncia contra Igor requerendo a prisão dele. O juiz Eneas José Ferreira Miranda decretou a prisão dele ontem (31/07) e, em minha opinião, esta decisão já é praticamente uma sentença. Entendo que foi uma decisão pessoal do magistrado antes mesmo do processo começar”, diz.

O advogado afirma que fará a defesa do militar assim que o processo for iniciado. “Infelizmente meu cliente será recolhido e ficará preso no QCG mesmo sem processo e sem ser julgado”, relata Marcos Marcelo.

Tanto o advogado quanto o soldado afirmam que o suspeito estava alcoolizado e aparentava estar sob efeito de entorpecentes. A afirmação de ambos foi confirmada por laudos cadavéricos realizado no suspeito no dia da ocorrência.

De acordo com o laudo nº 4319/17  foi constatado alcoolemia, 4,3 decigramas de álcool por litro de sangue. Já o laudo nº 4320/17 – analise toxicológica de abuso em sangue constatou a presença de metilenodioximetanfetamina (ecstasy), delta-9-tetrahidrocannabinol (princípio ativo da maconha),ácido-11-nor-delta-9-tetrahidrocannabinol-9-carboxílico (produto da biotransformação do delta-9-tetrahidrocannabinol), cocaína e benzoilecgonina (crack).

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Reportagem: Mary Dias (assessoriadeimprensa@acspmbmes.com.br)