Jurídico da ACS realiza reunião para estabelecer e alinhar a defesa dos militares acusados de “liderar o motim” no âmbito do 7°BPM

Publicado em: 5 de julho de 2018

O departamento jurídico da Associação de Cabos e Soldados realizou na manhã desta quarta-feira (04) uma reunião para estabelecer e alinhar a defesa dos militares do 7º BPM que foram acusados de “liderar o motim” das manifestações de fevereiro de 2017 realizadas pelos familiares e amigos dos militares capixabas. Apesar da reunião estratégica, a audiência que estava marcada para acontecer na mesma tarde, às 14 horas na Vara da Auditoria Militar foi cancelada e não há previsão para uma nova oitiva.

O processo contra os militares que são associados à ACSPMBMES e representados pelo corpo jurídico da entidade tem 14 volumes e mais de duas mil e duzentas páginas. “Li todos os volumes do processo e chego à conclusão que a denúncia é muito mal feita ou muito corajosa para ser fruto de algo sério. O Ministério Público nunca esteve preocupado efetivamente com a justiça. É uma perspectiva de coronelismo, o oficialato sai protegido e a base massacrada. O nosso dever é não permitir que os oficiais utilizem esse processo sem mecanismo de defesa”, afirmou Tadeu Fraga.

Os advogados da ACS ressaltam que os Cabos e Soldados que atendem a população nos bairros quando ela precisa estão sendo massacrados, pois, não foram eles quem lideraram o movimento de fevereiro do ano passado.

“A forma como o Ministério Público vem aderindo às versões estabelecidas pela corregedoria está prejudicando os praças e protegendo quem efetivamente liderou a greve. A Polícia toda parou no ano passado. Não foi o cabo ou o soldado que parou. Parou sargento, parou subtenente, oficial, parou todo mundo, mas agora as ‘lanças’ só estão sendo apontadas para os praças”, destacou Fraga.

Também na opinião do advogado Victor de Abreu, toda a PMES parou suas atividades e os oficiais também deveriam responder por motim. “Estão discutindo o fato dos soldados não terem voltado, só estão querendo discutir quem não voltou quando, na verdade, tem que se discutir quem parou”, disse.

Advogados se reúnem com os associados

Sempre buscando estar mais próxima dos seus associados e orientá-los da melhor forma possível, a diretoria da Associação de Cabos e Soldados proporcionou uma reunião entre ela, os 16 Policiais Militares do 7º BPM e os advogados em um local reservado onde pudessem discutir com maior tranquilidade a respeito da oitiva. Pela primeira vez o Hotel de Trânsito da entidade foi sede para uma reunião jurídica estratégica.

Todos os militares que são parte no processo estiveram na manhã desta quarta-feira (05) no Hotel de Trânsito da Associação de Cabos e Soldados onde receberam mais informações sobre o processo e orientações sobre a estratégia da defesa.

A reunião pré-audiência durou aproximadamente duas horas e todos se prepararam para a audiência que até então estava marcada para as 14 horas. Depois da reunião, os associados e advogados almoçaram no Hotel de Trânsito e seguiram para a Vara da Auditoria Militar quando foram informados do adiamento da audiência em razão da impossibilidade de composição integral do Conselho Permanente de Justiça.
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Reportagem: Mary Dias (assessoriadeimprensa@acspmbmes.com.br)