Comitiva do FAMCAP pede a deputados atenção especial para a Anistia Administrativa

Publicado em: 13 de Abril de 2018

A presidente do Fundo de Amparo aos Militares Capixabas, a ex-sargento Michelle Ferri, o tesoureiro Cabo Pesca e o secretário Soldado Pereira estiveram na Assembleia Legislativa na tarde desta quinta-feira (12) e pediram aos parlamentares atenção especial para um pedido da tropa: a anistia administrativa. Também participaram da comitiva o presidente da ACS, Sgt Renato Martins e o tesoureiro Cb Fernando Baptista.

Os militares e ex-militares se reuniram com os deputados Gilson Lopes, presidente da Comissão de Segurança da Ales que atendeu ao pedido da ACSPMBMES e do FAMCAP realizará nesta segunda-feira (16) audiência pública para discutir a Anistia Administrativa. Do gabinete do parlamentar, a comitiva seguiu para reunião com o deputado Sérgio Majesk onde trataram do mesmo tema.

Este é o momento de buscar apoio político à causa que aflige os militares que já foram excluídos e os que estão na iminência de serem demitidos da corporação. Os integrantes do FAMCAP ressaltam que é importante o apoio parlamentar para mais uma tentativa de abrir o canal de diálogo com o governo.

Além do apoio político a entidade convoca os militares e a população capixaba para participarem da Audiência Pública e debaterem o tema muito importante para os Policiais Militares. A entidade reconhece que há inúmeras pautas a serem tratadas para o bem dos combatentes de Ortiz, mas esta é a prioridade porque devolverá a dignidade aqueles que perderam tudo após a exclusão e trará mais tranquilidade para os militares e seus familiares.

De acordo com levantamento feito pela assessoria jurídica da Associação, os custos da repressão aos militares são superlativos e impressionam. Apenas na Região Metropolitana da Grande Vitória, que envolve o 1º, 4º, 6º, 7º e o 10º Batalhão, além das tropas especializadas da extinta ROTAM e do BME (transformado em CIMESP), dentre os mais de 850 abertos no ano de 217, foram identificados Inquéritos Policiais Militares que abarcam uma ‘multidão’ como indiciada, representativa do efetivo de três mil militares estaduais.

Segundo os advogados da entidade, quando todos os inquéritos tiverem concluídos seus três mil atos de interrogatório, 125 dias ininterruptos, terão sido gastos apenas em tomadas de depoimentos que serão repetidos no Poder Judiciário, ocupando juiz, promotor e outros quatro juízes militares.

Além disso, os custos não se reduzem aos aspectos materiais, mas compreendem o preço psicológico que a tropa paga como baixas hospitalares, pedidos de desligamento, falta de entusiasmo e suicídio que registrou um aumento de 500%  entre a tropa.

O que marca as instituições castrenses é o espírito de camaradagem e companheirismo que faz brotar o sentimento de consideração mútua, uma relação de irmandade e a exclusão de um ou mais policiais devido o movimento de fevereiro de 2017 faz surgir um sentimento de culpa e depressão coletiva, fato que é evidenciado pelo adoecimento psicológico de grande parte da tropa.

Os estados que admitiram anistia administrativa, o fizeram para o bem da população porque as consequências pós-movimentos são de igual modo graves para a sociedade. Por isso é preciso debater o assunto com a população e entre a classe política.

Reportagem: Mary Dias (assessoriadeimprensa@acspmbmes.com.br)