Associados lotam sede recreativa na primeira assembleia geral do ano

Publicado em: 3 de Fevereiro de 2018

Os associados lotaram a sede recreativa em Jardim Camburi, na primeira assembleia geral extraordinária realizada pela Associação de Cabos e Soldados em 2018.  Foram aprovadas por unanimidade a regularização do clube recreativo a criação do Fundo de Amparo aos Militares Capixabas (FAMCAP), bem como o valor de contribuição mensal do fundo. Os associados também aprovaram uma nova assembleia que acontecerá no dia 3 de março.

A assembleia aconteceu na manhã deste sábado (03) e aproximadamente 150 pessoas participaram do evento, dentre elas 94 associados.  Além dos diretores da ACSPMBMES, o Soldado Prisco, que é deputado estadual pela Bahia e vice-presidente da Anaspra também compôs a mesa junto com os advogados da Associação de Cabos e Soldados e políticos.

Os associados aprovaram por unanimidade a regularização do Clube Recreativo de Jardim Camburi. Com a regularização, o local passará a ter CNPJ próprio. Os associados também aprovaram a criação do Fundo de Amparo aos Militares Capixabas e o valor que será descontado mensalmente do pagamento dos associados será de R$ 10, o valor também foi aprovado por unanimidade.

“Apesar de existirem diferenças, nós não abandonamos os nossos irmãos. Não deixamos os nossos irmãos desamparados e esta assembleia mostra que estamos unidos e vamos permanecer unidos até que repararem tudo o que foi feito contra nós”, afirmou o presidente da ACS, sargento Renato Martins.

Depois das votações, o tesoureiro da Associação de Cabos e Soldados, Cabo Fernando Pereira Baptista apresentou o resultado da auditoria contábil referente o ano de 2015.  De acordo com a auditoria, 229 cheques que foram emitidos  pela gestão anterior foram cancelados. Os associados ficaram perplexos com as informações passadas e muitos não conheciam como estava a entidade quando a atual gestão assumiu o mandato.

“A antiga gestão não apresentou ou justificou quais pagamentos foram feitos com todos estes cheques, por isso, cancelamos os documentos. Além disso, outras dívidas também não foram justificadas. Tivemos dificuldade de ter acesso ao balancete das contas do triênio anterior a nossa gestão que sumiram da sede administrativa da associação. Só tivemos acesso a estes documentos após intervenção do Ministério Público”, afirmou Cabo Fernando.

Os associados também definiram a pauta que será apresentada ao governo e as reivindicações são: Anistia Administrativa, Projeto de Valorização de Soldados, reajuste salarial pelos três anos sem o reajuste devido mais adicional de 50% devido ao período de desgaste sem a concessão do direito/incorporação especial, revisão da Lei 864/2017 (que também será discutida em mesas redondas), Regulamentação da Carga Horária  e Código de Ética em substituição ao RDME.

A pauta será apresentada ao governo que terá até a próxima assembleia da categoria (dia 3 de março) para responder as demandas da tropa que deixou claro durante a assembleia que este é o momento do real diálogo, do governador falar com toda a categoria e responder às suas demandas.

Durante a primeira assembleia do ano, o vice-presidente da Anaspra e deputado estadual Soldado Prisco parabenizou a participação dos praças na assembleia apesar do medo que predomina entre a tropa neste momento pós-crise.

“O trauma ainda está muito vivo e o medo ainda está muito real aqui. Eu acho que essa assembleia aqui é fundamental para a reorganização que tem que partir da entidade que deve se reorganizar internamente e política. Nada no Brasil se movimenta sem política, tem que buscar representantes que queiram representar a tropa, buscar uma oposição a este governo que queira representar a segurança pública  porque o que os policiais querem é uma segurança pública melhor . Eu acho agora que o papel da ACS  é de buscar essa reorganização  e esta primeira assembleia está sendo fundamental pois mostra que os policiais querem mudar, podem avançar  e o público que vejo aqui, depois de um baque deste está sendo satisfatório”.

O vice-presidente da Anaspra também  orientou a diretoria da ACS manter a ‘chama viva’ a partir deste evento e pediu que os praças capixabas se reúnam a cada 30 ou 45 dias com a diretoria e foi além dizendo que a sociedade civil organizada também deve participar das assembleias e encontros que não precisam ter toda a formalidade de uma assembleia, a organização de mesas redondas e encontros de debate são, de acordo com Prisco, fundamentais neste momento para que a sociedade conheça e passe a apoiar a causa dos militares.

“Líderes da sociedade civil organizada, representantes da OAB, da CNBB local e associação de moradores também devem ser convocados para participarem destes eventos para conhecerem a realidade vivida pelos policiais. Daí o governo vai ver que ‘essa galera’ está se movimentando e vai se perguntar: ‘esses caras não estão com medo daquilo que eu fiz, da repressão?’ –  A repressão nunca vai vencer a  liberdade e os policiais verão o resultado se todos se movimentarem”,afirmou Prisco.

Reportagem: Mary Dias